quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Concurso Nacional de Leitura

Alunos Apurados:


JOÃO BISCAIA, 11º C
ROSA APARÍCIO, 10º C
ANA RITA PINTO, 12º B


para participarem na 2ª fase do CNL, a ser realizada em local e data a definir pelo Plano Nacional de Leitura.

CARNAVAL 2012 NA BIBLIOTECA ESS


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sessão de divulgação da ação da AMI

No âmbito do projeto aler+ - Ler/Educar para a cidadania, as bibliotecas escolares dinamizaram sessões de esclarecimento/educação para os direitos humanos das quais destacamos a palestra com o Dr. Paulo Pereira, do Centro Porta Amiga de Coimbra, delegação de Coimbra da AMI.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados - S. Valentim 2012




Autor do Mês de Fevereiro: Almeida Garrett

Quem sou eu? – Almeida Garrett
(1799-1854)
(Autobiografia Inventada)
Nasci no Porto, mas criei-me, em Gaia, na liberdade da Quinta do Sardão, pertença do meu avô materno, em Oliveira do Douro. Essa existência livre acabou por marcar e definir todo o rumo da minha vida. A adolescência passei-a na Ilha Terceira (Açores) e foi por essa altura que tive a minha primeira experiência amorosa com Luísa Midosi, que tinha 14 anos e foi a minha primeira mulher – casámos em 1822.
Em 1816 mudei-me para Coimbra para estudar direito. Deixei-me envolver pelo espírito aventureiro e instável da academia e aí escrevi os meus primeiros textos, nomeadamente o Retrato de Vénus, que foi considerado um atentado ao pudor e, por isso, fui acusado de imoral. A minha irreverência e a ideologia libertária envolveram-me diretamente nas lutas liberais. Participei nos confrontos contra os miguelistas ou legalistas, opositores à nova carta constitucional. Após o golpe da Vilafrancada fui forçado ao exílio em Inglaterra. Este país era, já em 1823, um exemplo de liberdade e cidadania. Amadureci os meus ideais políticos e descobri Shakespeare, Walter Scott e outros autores. Visitei também castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que iriam, definitivamente, influenciar as minhas opções literárias.
Em 1824 prossegui o meu exílio em França. Os dois anos seguintes viram nascer duas obras emblemáticas do romantismo: Camões e D. Branca. Em 1826 consegui regressar a Portugal e tive uma experiência jornalística, dirigindo o diário O Português e o semanário O Cronista.

1828 foi um ano dramático: regressou D. Miguel, o rei absolutista e, por isso, fui forçado novamente ao exílio, em Inglaterra. Além disso, perdi a minha primeira filha quase recém-nascida. Apesar destes infortúnios, publiquei a Adozinda. Por esta altura as vozes liberais em Portugal eram cada vez mais fortes e originaram a revolta. Saído de Inglaterra, participei no Desembarque do Mindelo e no Cerco do Porto (1832 e 33); acontecimentos que marcaram o início do fim do absolutismo em Portugal. Com a paz assegurada e com a criação da Carta Constitucional, dediquei-me, então, à vida pública e cultural. Participei nas Cortes e os meus discursos centraram-se no fomento de um Portugal mais progressista. Em 1843 realizei a famosa viagem de Lisboa ao Vale de Santarém, que serviu de inspiração para a novela Viagens na Minha Terra. Na cultura criei o Conservatório de Arte Dramática, a Inspecção-Geral dos Teatros, o Panteão Nacional e o Teatro Normal (actualmente, Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa). Mais do que construir um teatro, procurei, sobretudo, renovar a produção dramática nacional segundo os cânones já vigentes no estrangeiro. Assim entreguei-me de corpo e alma à produção de peças de teatro, nomeadamente, O Alfageme de Santarém, Um Auto de Gil Vicente, Frei Luís de Sousa (1843) e Falar Verdade a Mentir.         
Depois, com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, afastei-me da vida política, apesar de ainda ter criticado, veementemente, a proposta de lei da imprensa, conhecida por “lei das rolhas”. Regressei à vida política em 51, na altura da Regeneração, e aceitei o título de Visconde e o cargo de ministro.
Para a minha história pessoal e íntima, contam-se as intensas relações amorosas. Depois da separação de Luísa Midosi (1835), iniciei uma relação com Maria Adelaide Pastor. Permanecemos juntos até à sua morte em 1841. Morreu, mas deixou-me a minha filha Maria Adelaide… Depois, em 1846 experimentei novamente o amor com Rosa de Montufar Infante, conhecida por Viscondessa da Luz, que me irá acompanhar até ao fim dos meus dias.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Autor do Mês de Janeiro: José Luís Peixoto

Quem sou eu
José Luís Peixoto
(1974)
(Autobiografia Inventada)

Comecei a escrever aos dezasseis anos e publiquei o primeiro texto no inimitável suplemento do DN Jovem e aí comecei a aprender a comunicar através da escrita e percebi o quanto isso poderia ser importante para mim. Nessa altura, decorria o ano de 1990 (nasci em 1974, na aldeia de Galveias, concelho de Ponte de Sor), nunca ponderara a hipótese de viver da escrita. Durante o ensino secundário, no Alto-Alentejo, contactei com a poesia de autores que ainda hoje são grandes referências para mim: Fernando Pessoa e seus heterónimos, Rui Belo — um poeta às vezes injustamente esquecido — e Herberto Hélder. O romance surgiu um pouco mais tarde e houve autores que tiveram uma grande importância, caso de António Lobo Antunes, Miguel Torga ou José Saramago. Entrei, depois, no Curso de Línguas e Literaturas Modernas (variante de Inglês-Alemão) na Universidade Nova de Lisboa e aí comecei a ver as letras e os livros através de um olhar mais pessoal. Após o fim do curso ainda trabalhei (pouco tempo) como professor – primeiro em Cabo-Verde, depois em Portugal, mas, em 2000, tudo se precipitou. Às minhas custas, publiquei Morreste-me (obra que escrevera nos anos anteriores); imediatamente a seguir, surgiu o romance Nenhum Olhar, que seria distinguido com o Prémio José Saramago. A partir daqui comecei a viver da escrita, porque é ela que me satisfaz e me completa. Escrevo baseado naquilo que conheço, porque não posso escrever sobre aquilo que não conheço. Mas isso não quer dizer que essa escrita seja exactamente um reflexo literal do que acontece. Tem é que ser certamente sobre aquilo que eu sei, e aquilo que eu sei é aquilo que eu vi ou aquilo de que eu, de alguma maneira, tomei conhecimento. Nesse sentido, acaba sempre por ser autobiográfico. Foi assim que acabou de nascer o meu último livro Abraço, obra assumidamente de memórias.


Obra
Ficção
            Nenhum Olhar
2007 - Hoje Não (revista Sábado)
                            Cal
2011 – Abraço (Memórias)
Poesia
2001 - A Criança em Ruínas
2002 - A Casa, a Escuridão
2008 - Gaveta de papéis
Teatro
2006 - Anathema (estreada em Paris).
2007 - À Manhã (estreada no Teatro São Luiz)
2007 - Quando o Inverno Chegar (Teatro São Luiz)

Textos para músicas 
2008 - Orfeu e Eurídice (uma adaptação)

Prémios 
Prémio Cálamo Otra Mirada, (Saragoça, Espanha),  2007.




Cemitério de pianos

Numa Lisboa sem tempo, entre Benfica e o centro, nascem, vivem, sonham, amam, casam, trabalham e morrem as personagens deste livro. No ventre de uma oficina de carpintaria aninha-se o cemitério de pianos, instrumentos cujo mecanismo, à semelhança dos seres que os rodeiam, não está morto, encontrando-se antes suspenso entre vidas. Exílio voluntário onde se reflecte, se faz amor, lugar de leituras clandestinas, espaço recatado de adúlteros, pátio de brincadeiras infantis e confessionário de mortos, é o espaço onde se encadeiam gerações.

Os narradores – pai e filho –, em tempos diferentes, que se sobrepõem por vezes, desvendam a história da família, numa linguagem intercalada de sombras e luz, de silêncio e riso, de medo e esperança, de culpa e perdão. Contam-nos histórias de amor, urgentes e inevitáveis, pungentes, nas quais se lê abandono, violência doméstica e faltas nem sempre redimidas que, no entanto, acabam por ser resgatadas pelo poder esmagador da ternura e dos afectos. Falam-nos de morte, não para indicar o fim, mas a renovação, o elo entre as gerações e a continuação: o pai – relação entre dois Franciscos, iguais no nome e no destino, por um gerado, do outro genitor – nasce no dia da morte desse primeiro Lázaro; o filho, neto do seu homónimo, morre no dia em que a sua mulher dá à luz.

José Luís Peixoto oferece-nos um texto mágico, no qual se cruzam, numa interacção fluida, diálogos cúmplices com a grande tradição da literatura portuguesa e universal.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Natal é nos pobrezinhos
O alento da sua voz
É das crianças e dos velhinhos
 É afinal de todos nós